QUALIDADE DE VIDA DE FAMILIARES E CUIDADORES ENVOLVIDOS NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Camile Comineti, Carolina Dittmann, Lidia de Freitas Mitrut, Maria Luiza Guimarães, Tamires Tonézio Marques de Paula, Mariana Pexe Alves

Resumo


Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como um transtorno do desenvolvimento que envolve prejuízos nas áreas de interação social e linguagem e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. O cuidado de crianças com TEA pode resultar em diversas alterações na dinâmica familiar, que vão desde a alteração da Qualidade de Vida dos cuidadores decorrente das modificações do cotidiano até o desenvolvimento de adaptação e resiliência. O conceito de Qualidade de Vida (QV) inclui a percepção do indivíduo sobre o seu bem-estar e sua satisfação em vários domínios da vida. Assim, ao avaliar o índice de QV dos familiares e cuidadores de crianças acometidas com TEA pode-se buscar formas de atuação que visem ampliar a qualidade de vida dos mesmos. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de familiares e cuidadores envolvidos no cuidado de crianças com TEA. Métodos: Este estudo foi desenvolvido após ter sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do UNIVAG. Trata-se de uma pesquisa transversal, com base em análise quantitativa das informações obtidas por meio da aplicação do Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida The World Health Organization Quality of Life – WHOQOL-bref nos familiares e cuidadores de crianças com diagnóstico de TEA. O WHOQOL-bref consta de 26 questões, sendo duas questões gerais de QV e as demais 24 representam quatro domínios, sendo eles: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. Como não há ponto de corte, neste trabalho considerou-se valores iguais ou acima de 48 como QV satisfatória. Foram coletados os dados das crianças, que envolvem: idade, gênero, escolaridade, tempo de diagnóstico médico e grau e tempo de terapia, e dos cuidadores: idade, gênero, grau de parentesco, escolaridade, profissão e renda familiar. Resultados: Os resultados mostraram que a variação de idade entre as crianças foi de 3 a 13 anos de idade. Quanto aos participantes, notou-se que 60% possuem renda mensal de um salário mínimo, 47% são do lar e a amostra era composta por mães, em sua maioria (82,5%). No que se refere aos domínios analisados no questionário WHOQOL-bref, os participantes obtiveram uma menor qualidade de vida no domínio do ambiente, seguidos pelos domínios psicológico, social e físico. Conclusão: Os dados revelaram que os integrantes da pesquisa apresentaram déficit na Qualidade de Vida. Portanto, os achados do presente estudo sugerem que, cuidar de crianças com TEA reduz a Qualidade de Vida dos familiares e cuidadores.

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*** ISSN  (versão online: 2595-4628 )

*** ISSN (versão impressa: 2318-7018 )