COMPARAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES PÓSPARTO VAGINAL E CESARIANA

Daiane de Souza Oliveira, Frantiely Lamberti Silva, Grasiele de Souza Oliveira, Julia Milhorança Balsani, Carita Gonçalves Lopes, Ediane da Silva de Oliveira, Élida Alves Guimarães, Marcos Barbosa dos Santos, Wesley Lopes Nonato, Mayara dos Santos Barros

Resumo


Introdução: A incontinência urinaria (IU) é definida como qualquer perda involuntária de urina, sendo mais frequente no sexo feminino. Durante o período pré-natal são queixas frequentes das gestantes, sendo que 69% delas apresentam algum episódio de incontinência urinária durante a gravidez. Essa queixa de perda urinária pode persistir durante o puerpério imediato e tardio, causando um grande impacto negativo na qualidade de vida dessas mulheres. Objetivos: O objetivo deste estudo é comparar a prevalência de incontinência urinária em mulheres pós-parto vaginal e cesariana para a avaliação do impacto na qualidade de vida relacionada à saúde. Métodos: O estudo baseia-se em um corte transversal do tipo descritivo, foi realizado nas dependências da Clínica Integrada do UNIVAG e na ESF-estratégia de saúde da família do bairro Jardim Imperial em Cuiabá-MT.  A amostra foi constituída por dois grupos de 10 mulheres pós-parto, na faixa etária de 18 a 35 anos, primíparas, com 6 meses a 1 ano e 6 meses de pós parto. As participantes responderam dois questionários, sendo o primeiro o ICIQ – SF com 6 perguntas referentes a perda involuntária de urina e o KHQ com 8 perguntas sobre a qualidade de vida dessas mulheres. Resultados: Os resultados apontaram predomínio de 40% IU no pós-parto vaginal, sendo valido ressaltar que todas essas mulheres realizaram episiotomia e 80% do pós-parto cesariana estando intimamente ligada a porcentagem com a idade da mãe e o peso do RN. Foi observado que o perfil das mulheres incontinentes em ambos os grupos foram: 6 mulheres (50%) referiram incontinência aos esforços 3 (25%) urgência e 3 (25%) citaram IU mista. Em relação ao grau de severidade, mulheres que realizaram parto via cesária apresentaram um dado de 62,5% para IU severas, segundo Escore do ICIQ-SF, já nas mulheres incontinentes pós-parto vaginal todas foram classificadas como pouco severa. Através do questionário KHQ, verificou-se que para 8 das 10 mulheres (80%) submetidas ao parto cesariana,  a morbidez interferia nas realizações de atividades, É valido ressaltar que 2 (20%) não noticiaram a intercorrência ao profissional de saúde e nenhuma delas recebeu qualquer instrução de preparo do assoalho pélvico, condição esta apontada pelas entrevistas uma dos motivos para desenvolvimento da IU no pós-parto. Conclusão: Conclui-se que a ocorrência e prevalência da IU associa-se a idade da mulher e peso do RN, tem predominância em partos cesariana e sua identificação contribui para o planejamento das mulheres sob a fisioterapia em obstetrícia.

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*** ISSN  (versão online: 2595-4628 )

*** ISSN (versão impressa: 2318-7018 )