RELATO DE CASO DE REABILITAÇÃO AUDITIVA EM CRIANÇA COM PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL DE GRAU LEVE A MODERADO

Beatriz Gomes Miranda Ribeiro, Maclane Lino dos Santos, Andréia Cristina Munzlinger dos Santos

Resumo


INTRODUÇÃO: A deficiência auditiva consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons, podendo apresentar como causa alterações genéticas, infecções, ou anatomia do aparelho auditivo. O diagnostico precoce da deficiência auditiva e o inicio da intervenção o mais cedo possível tornam-se fatores determinantes no desenvolvimento auditivo e de linguagem. Outros fatores que interferem nesse prognostico, é o uso efetivo do aparelho auditivo, Implante Coclear, as expectativas da família, o grau de envolvimento com o tratamento e os aspectos relativos às condições socioeconômicas e culturais. O trabalho do fonoaudiólogo que visa instalar ou adequar à linguagem, tem se tornado uns dos principais eixos de propostas clínicas para a criança com deficiência auditiva, levando em consideração suas particularidades no desenvolvimento emocional, psíquico e cognitivo além de reorganizar as situações de interação favorecendo um processo de comunicação efetiva desse grupo de pacientes. OBJETIVO: Descrever caso clínico atendido no setor de reabilitação auditiva em uma clínica escola universitária. MÉTODO: Trata-se de um relato de caso de paciente de 10 anos de idade, gênero masculino, encaminhado para a reabilitação auditiva na Clínica Escola do Univag no ano de 2020. Foi feita a avaliação por meio da análise dos exames audiológicos trazidos pela família na entrevista inicial, aplicação da anamnese por meio de questionário semiestruturado, avaliação das habilidades auditivas com o Protocolo GASP e avaliação da linguagem com os protocolos PAFI, Yavas e Prolec. Após as avaliações, foram realizadas 10 sessões de fonoterapia com treino da linguagem oral, vocabulário receptivo e expressivo, trocas de turno e estímulo da consciência fonológica. RESULTADOS: Nos exames audiológicos trazidos pela família foi notado que a criança apresenta deficiência auditiva neurossensorial de grau leve a moderado bilateral, tendo como causa alteração congênita por intercorrências gestacional.  Na anamnese, foi relatado pela família que nasceu com idade gestacional de 42 semanas, parto cesária, após o nascimento apresentou icterícia, realizando tratamento caseiro posteriormente. Paciente balbuciou aos 8 meses de idade, emitiu as suas primeiras palavras aos 2 anos de idade, sendo nesse período a preocupação dos pais em relação ao filho, pois parecia que ele não escutava. Procuraram pelo médico otorrinolaringologista ao qual indicou para a adaptação de próteses auditivas e desde então o paciente faz uso das próteses. Irmã, avô paterno e tios paternos também apresentam perda auditiva. Contudo, a família só buscou a reabilitação auditiva depois de alguns anos após a colocação das próteses auditivas. Na avaliação das habilidades auditivas o paciente apresentou bons resultados e na avaliação da linguagem foram notadas alterações fonológicas e dificuldades na leitura e escrita. Após as sessões de fonoterapia, a criança apresentou uma redução das alterações fonológicas. Foi aconselhado a família a continuidade do tratamento fonoaudiológico para a adequação da leitura e escrita. CONCLUSÃO: Concluímos que a implementação precoce do AASI juntamente com a reabilitação tende a minimizar os efeitos da deficiência auditiva sobre o indivíduo, possibilitando uma melhora mais rápida e efetiva, proporcionando assim um avanço no desenvolvimento da linguagem e consequentemente possibilita a inclusão do deficiente auditivo na sociedade.

Palavras chaves: Reabilitação auditiva; Perda auditiva; Fonoterapia


Palavras-chave


Reabilitação auditiva; Perda auditiva; Fonoterapia

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*** ISSN  (versão online: 2595-4628 )

*** ISSN (versão impressa: 2318-7018 )