EFEITO DE UM PROGRAMA DE FISIOTERAPIA REALIZADO NO AMBULATÓRIO DE HANSENÍASE NA CLÍNICA INTEGRADA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE – UNIVAG.

Larissa Caroline Gasparini, Rayanne Pinheiro Neto, Vanessa Matias Souza Duarte

Resumo


INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecto contagiosa causada pelo Mycobacterium Leprae, considerada uma patologia crônica e de evolução lenta, o bacilo leva a deterioração da função nervosa, tendo preferência pela pele, nervos periféricos e células de Schwann. O Brasil é o segundo país no mundo em números de novos casos de hanseníase por ano, sendo superado apenas pela Índia, segundo dados do Ministério da Saúde (BR), Mato Grosso vem liderando o primeiro lugar com taxas de 77,89% de casos por 100.000. O diagnóstico se dá através de sinais e sintomas apresentados pelo hospedeiro, sendo classificadas em: Hanseníase Indeterminada (MHI), Tuberculóide (MHT), Virchowiana (MHV) e Dimorfa (MHD). As formas clínicas ainda podem ser classificadas em Paucibacilares (PB) onde o exame de baciloscopia é negativo e o portador apresenta no máximo 5 lesões na pele ou Multibacilares (MB) com mais de 5 lesões na pele e baciloscopia positiva. Durante o processo de tratamento da Hanseníase, uma quantidade significativa de pacientes desenvolve complicações inflamatórias aguda, chamada de reações hansênicas, causada pela exacerbação da resposta imune ao patógeno, responsável pelas maiores causas de incapacidades físicas e deficiências permanentes. Tais reações pode ser classificada em tipo 1 caracterizada por aumento inflamatório das lesões já existentes com edemas, aparecimento de novas lesões, espaçamento dos nervos periféricos que ficam doloroso a palpação e a segunda classificação é a tipo 2 apresenta-se geralmente com pápulas ou nódulos dolorosos, febre leve e envolvimento de outros órgãos como: olhos, testículos, linfonodos, articulações, além da perda de função neural que pode estar presente em ambas classificações. Preconizado pelo Ministério da Saúde em 1991, a poliquimioterapia (PQT) usada para o tratamento da hanseníase é a combinação de três drogas (dapsona, clofazimina e rifampicina), utilizadas de 6 meses a 1 ano dependendo da classificação da doença. Durante o curso da patologia uma quantidade significativa de pacientes desenvolve complicações inflamatórias agudas, chamadas de reações hansênicas, para esses pacientes o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza na rede o esteróide prednisolona ou prednisona. A maior preocupação com o uso contínuo (por mais de 30 dias) e em alta dosagem desse corticóide são as reações adversas que se apresentam de forma mais evidente e agressiva em pacientes que fazem uso prolongado. As deficiências e incapacidades causada por essa infecção, geralmente se dá por via neurogênica e inflamatória. No primeiro estágio de acometimento existe o déficit sensitivo, motor e autônomo que leva a uma diminuição da sensibilidade tátil, térmica e dolorosa nos principais sítios corporais afetados. Na fase mais avançada os principais sintomas são: parestesias e plegias musculares, as consequências dessas alterações ocasiona acidentes como queimaduras, amputações, feridas entre outros, deixando sequelas permanentes. A atuação fisioterapêutica no tratamento das consequências da hanseníase é de fundamental importância desde a prevenção até a reabilitação do paciente, visto que o fisioterapeuta é apto para utilização de recursos que auxiliam no processo de cicatrização de úlceras, desinflamação dos nervos, prevenção de deformidades e amputações, fortalecimento muscular e sendo capaz de estimular este paciente às novas condições físicas caso seja necessário. 

Palavras chaves: Hanseníase; Fisioterapia; Várzea Grande.


Palavras-chave


Hanseníase; Fisioterapia; Várzea Grande.

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*** ISSN  (versão online: 2595-4628 )

*** ISSN (versão impressa: 2318-7018 )