USO DA ULTRASSONOGRAFIA NA EMERGÊNCIA E PROTOCOLO FAST

Bruna Cararo Machado, Camila Félix Oliveira, Alissa Cristina de Oliveira, Rafaela Freitas

Resumo


INTRODUÇÃO: Ultrassonografia é um exame complementar que apresenta grandes vantagens na Medicina de Urgência, como evitar o transporte do paciente até a sala de radiologia, evitar a exposição de profissionais e pacientes à radiação, baixo custo, praticidade de execução, portabilidade, método não invasivo e possibilidade de auxílio em procedimentos invasivos. No Brasil a principal causa de morte de pessoas menores de 45 anos relaciona-se ao trauma, diante disso destaca-se a importância da implementação do protocolo FAST (Focused Assesment with Sonography for Trauma), o qual constitui um meio de avaliação inicial do paciente, servindo como um guia para a avaliação ultrassonográfica rápida do abdome. METODOLOGIA: Estudo realizado a partir de revisão bibliográfica, cujo tema é o uso da ultrassonografia como exame complementar no setor de emergência, com intuito de apresenta-lo no II Congresso Regional de Emergências Médicas. A revisão foi elaborada a partir das bases de dados Lilacs e Medline®, utilizando como palavras chaves emergência, ultrassonografia, protocolo FAST. RESULTADOS: Entre as aplicações da USG na emergência, a mais aceita refere-se ao trauma abdominal fechado conhecido ou presumível, com objetivo de identificar líquido livre como sinal indireto de hemorragia aguda e lesão de órgãos. O exame é considerado extensão da avaliação inicial, ocupando papel central na decisão sobre o encaminhamento urgente do paciente ao centro cirúrgico. O mesmo pode ser finalizado em menos de 3 minutos e é considerado positivo quando identificado líquido livre. No trauma abdominal penetrante a sensibilidade relatada do FAST varia de 28,1% a 100%, mas a especificidade é muito alta, de 94,1% a 100%; e para a identificação das lesões nos órgãos apresenta taxas de 44% e 95% para sensibilidade e de 84 a 100% para especificidade. Ademais, com o seu uso, constatou-se uma redução na lavagem peritoneal diagnóstica de 9% para 1%, e na utilização de tomografia computadorizada de 47% para 34%. CONCLUSÃO: A USG se mostra, através de uma tecnologia portátil, como um exame prático, seguro e rápido, cuja utilização, associada aos dados clínicos do paciente, dentro do cenário de emergências e terapia intensiva, fornece dados importantes para a condução terapêutica. A aplicação do FAST demonstrou reduzir o tempo para intervenção cirúrgica, tempo de permanência do paciente; custos e taxas de complicações; além de possuir uma alta sensibilidade e especificidade.

Palavras-chave


Ultrassonografia, emergência, protocolo FAST

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