COMUNICAÇÃO CORPORAL E ORAL NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: PRÁTICAS LÚDICAS PARA INCLUSÃO E SUPERAÇÃO DE CRENÇAS LIMITANTES NA EDUCAÇÃO
Palavras-chave:
Desenvolvimento infantil, Comunicação, Educação inclusiva, Neurodivergência, FonoaudiologiaResumo
O desenvolvimento infantil envolve a integração de aspectos motores, linguísticos, cognitivos, sociais e afetivos, sendo a comunicação corporal e oral elementos fundamentais para a participação da criança no ambiente escolar. No contexto da educação inclusiva, especialmente diante da presença de crianças neurodivergentes, torna-se necessário desenvolver práticas pedagógicas que valorizem diferentes formas de expressão e reduzam barreiras à aprendizagem e à interação social. O presente trabalho teve como objetivo promover estímulos ao desenvolvimento motor e linguístico por meio de atividades lúdicas e acessíveis, além de discutir a influência das crenças limitantes dos professores sobre o desempenho de alunos neurodivergentes. A intervenção foi realizada nos dias 25 e 26 de maio, na Escola Sebastião Tolomeu, sendo organizada em dois eixos: oficinas lúdico-inclusivas com os alunos e investigação com o corpo docente. As atividades com as crianças envolveram oralidade e percepção por meio de imagens, sons e onomatopeias, categorização por cores e dinâmicas de expressão corporal, dança e movimentos guiados. Paralelamente, foi realizado um levantamento qualitativo acerca das concepções dos professores sobre a neurodivergência, que subsidiou a produção de um vídeo educativo sobre os impactos dos vieses conscientes e inconscientes na prática escolar. Os resultados indicaram significativo envolvimento das crianças nas atividades, com facilitação da imitação motora, redução da timidez inicial e utilização de gestos e onomatopeias como recursos de comunicação e interação. Entre os docentes, a intervenção favoreceu a reflexão sobre a necessidade de flexibilização curricular e sobre a importância de não associar o diagnóstico a uma limitação definitiva do potencial de aprendizagem. Conclui-se que estratégias lúdicas, multissensoriais e inclusivas podem favorecer experiências de comunicação, participação e pertencimento no ambiente escolar, enquanto ações de sensibilização com professores podem contribuir para a superação de concepções limitantes acerca da neurodivergência.