PREVENÇÃO DOS DISTÚRBIOS VOCAIS E AUDITIVOS EM COMUNIDADES RELIGIOSAS

Autores

  • Nidma Esther Muhamad Soares Dahbour
  • Jennifer Stephanie F. da Silva
  • Rubia Idelina Locatelli da Fonseca
  • Kelynne Rodrigues Luz de Almeida
  • Thaynara Vitoria Ribeiro Magalhães
  • Nilsa Taumaturgo de Sá de Soua

Palavras-chave:

Fonoaudiologia, Saúde vocal, Saúde auditiva, Comunidades religiosas, Prevenção

Resumo

A voz e a audição constituem importantes instrumentos de comunicação e participação nas atividades desenvolvidas em comunidades religiosas, especialmente nos grupos de louvor, nos quais cantores, músicos e demais participantes estão submetidos a demandas vocais e sonoras frequentes. O uso prolongado da voz, o esforço vocal, a exposição a níveis elevados de intensidade sonora, a ausência de repouso adequado e o uso inadequado de recursos de amplificação podem favorecer o desenvolvimento de distúrbios vocais e auditivos. Nesse contexto, o projeto extensionista integrador “Som que Cuida – Sustentabilidade Vocal e Auditiva no Louvor em Comunidades Religiosas” teve como objetivo promover ações educativas e preventivas voltadas à saúde vocal e auditiva dos integrantes do grupo de louvor, incentivando práticas seguras de produção vocal e uso consciente dos recursos sonoros. O projeto foi desenvolvido no Ministério Casa sobre a Rocha, em Cuiabá-MT, e realizado em formato on-line, com participação de membros do canto e demais integrantes da comunidade religiosa. A ação ocorreu em 05 de dezembro de 2025 e envolveu palestra educativa, orientações práticas, atividades relacionadas à produção vocal, respiração, postura, aquecimento e desaquecimento vocal, cuidados auditivos, exposição sonora e uso consciente de microfones e monitores. Também foram disponibilizados materiais educativos, incluindo folheto com orientações sobre aquecimento e desaquecimento vocal e exercícios destinados à prevenção de distúrbios após as apresentações. As ações possibilitaram a abordagem de fatores de risco relacionados ao uso inadequado da voz e à exposição sonora excessiva, além de favorecerem a reflexão sobre estratégias de autocuidado. Registros da participação demonstraram envolvimento dos integrantes da comunidade durante a atividade, e os formulários de autoavaliação incluídos no portfólio indicaram retorno positivo quanto às ações desenvolvidas. Conclui-se que ações educativas em saúde vocal e auditiva podem contribuir para ampliar o conhecimento dos participantes, estimular práticas preventivas e fortalecer a percepção de que o cuidado com a voz e a audição deve ser incorporado de maneira contínua às atividades religiosas.

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Publicado

2026-08-24