SAÚDE VOCAL DOCENTE E PREVENÇÃO DO DISTÚRBIO DE VOZ RELACIONADO AO TRABALHO: EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA COM PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE MATO GROSSO

Autores

  • Alda Alves de Araújo Taborda
  • Aline Kercia Carneiro Menezes Freire
  • Jéssica Mara Azevedo Cardoso
  • Nilsa Taumaturgo de Sá de Souza

Palavras-chave:

Saúde vocal, Professor, Distúrbio de voz relacionado ao trabalho, Fonoaudiologia, Formação continuada

Resumo

A voz constitui um dos principais instrumentos utilizados pelos professores no exercício profissional e está diretamente relacionada à comunicação, à mediação do processo de ensino-aprendizagem e à interação com os estudantes. Entretanto, as características do trabalho docente podem submeter o aparelho fonador a elevada demanda, especialmente em ambientes com ruído excessivo, presença de poeira, ausência de pausas e condições inadequadas de climatização. Nesse contexto, o Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) representa importante agravo à saúde do trabalhador da educação. O presente trabalho teve como objetivo promover um espaço de diálogo e troca de experiências entre docentes com sintomas vocais, favorecendo a conscientização acerca da relação entre condições de trabalho e saúde fonatória e estimulando estratégias de autogestão e prevenção. Trata-se de um relato de experiência de caráter qualitativo, desenvolvido a partir do levantamento de cursistas que apresentaram dúvidas no curso “Educando com Voz Saudável”, disponibilizado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT), seguido de mentoria virtual síncrona com utilização de slides dinâmicos e exercícios práticos de saúde vocal. Para organização dos participantes, foram utilizados dados provenientes de inscrições realizadas por meio do Google Forms, e a frequência foi registrada mediante formulário eletrônico. Foram triados 20 servidores a partir dos registros do fórum e participaram da mentoria síncrona 28 servidores, com certificação dos participantes engajados na atividade. Os principais sintomas relatados foram cansaço ao falar, rouquidão ao final do dia, pigarro constante e garganta seca, enquanto os principais fatores agravantes apontados foram ruído excessivo, poeira de giz e climatização inadequada. Durante a atividade, observou-se maior conscientização quanto à importância da hidratação, das pausas fonatórias e do uso de recursos de amplificação sonora. Conclui-se que ações de formação continuada e espaços de diálogo sobre saúde vocal podem contribuir para ampliar a percepção dos docentes sobre os fatores ocupacionais associados aos sintomas vocais e estimular práticas preventivas no cotidiano profissional.

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Publicado

2026-08-24