HÁBITOS ALIMENTARES E ESTADO NUTRICIONAL DE DOCENTES DA ÁREA DA SAÚDE DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE VÁRZEA GRANDE- MT DURANTE A PANDEMIA.
Resumo
Introdução: Segundo o Ministério da saúde, uma boa alimentação é fundamental para o bem-estar físico e mental, além de proporcionar o ótimo funcionamento do sistema imunológico e da saúde como um todo, o que torna se essencial para desempenhar com autonomia a prática docente. Normalmente, docentes universitários possuem em sua rotina diversas atividades que envolvem mais de um emprego e horários que não seguem um padrão. Em meio à pandemia do Covid-19 e do isolamento social, os docentes de ensino superior tiveram que se adaptar a rotina de trabalho remoto tornando-se comum passarem por longos tempos em frente ao computador ministrando aulas online e assim deixarem os cuidados com a alimentação em segundo plano. Objetivo: Avaliar o hábito alimentar e estado nutricional de docentes da área da saúde de uma instituição de ensino superior de Várzea Grande – MT, durante a pandemia do covid-19. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal quantitativo, onde participaram da pesquisa 17 docentes, sendo 15 docentes do sexo feminino e 2 do sexo masculino acima dos 18 anos de idade, da área da saúde de uma instituição de ensino superior de Várzea Grande–MT, realizado em 2022. Os dados expostos no estudo foram coletados em método on-line, por meio de um questionário adaptado do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. Resultados: O estudo demonstrou que antes da pandemia 53% dos docentes se encontravam eutróficos, e atualmente caiu para 41%, as estatísticas da obesidade, que antes da pandemia apresentava 12% e atualmente 24%, enquanto a classificação de obesidade grau II que era inexistente antes do atual cenário epidemiológico o estudo demonstrou que 6% dos pesquisados foram assim classificados atualmente. A Obesidade grau III, demonstrou regressão na análise, que antes da pandemia 6% do público-alvo se enquadrava nessa classificação e atualmente esse percentual é de 0%. Analisando a preferência dos docentes ao pedir delivery, constatou-se que 65% preferem fazer o pedido de pizza/lanches/doces. Referente ao número de refeições durante a pandemia, a pesquisa apresentou aumento de 88% dos entrevistados. Em relação ao tamanho das porções consumidas em suas refeições 65% dos docentes informaram que aumentou. Conclusão: Pode-se concluir que houve aumento significativo no índice de massa corporal, quando comparado com o período antes da pandemia onde os docentes passaram a optar por refeições via delivery, além de aumento no consumo de ultraprocessados, mesmo que em pequenas porções. Sabendo do impacto que essa preferência alimentar proporciona negativamente na saúde do indivíduo, é importante e se faz necessário mudanças nos hábitos alimentares. Espera-se que os resultados apresentados neste estudo guiem o desenvolvimento de políticas institucionais-educação em saúde, voltadas para promoção da saúde e hábitos alimentares saudáveis, visando reduzir a suscetibilidade dos docentes à DCNT.
Palavras-chaves: Isolamento social; Docentes; Alimentação.