HABILIDADES EM MEDICINA LABORATORIAL O PRÉ-NATAL COMO UM FATOR ATENUANTE DA SÍFILIS CONGÊNITA

Autores

  • Adalberto Metello
  • Arthur Schwarz
  • João Matheus Lopes
  • Leonardo Futigami
  • Igor Santana
  • Vanessa Beatriz Guenkka

Resumo

A sífilis é uma infecção sistêmica crônica causada por um grupo de bactérias gram-negativas denominado: espiroquetas; Treponema pallidum subespécie pallidum. A transmissão é usualmente sexual e se caracteriza por episódios de doença ativa, interrompidos por períodos de latência. Após um período de incubação, em média de 2 a 6 semanas, aparece uma lesão primária – frequentemente associada a linfadenopatia regional, que regride sem tratamento. A fase secundária, associada a lesões muco cutâneas disseminadas e linfadenopatia generalizada, é seguida por um período latente de infecção subclínica durante anos ou décadas. O envolvimento do sistema nervoso central (SNC) pode ocorrer no início da infecção e pode ser sintomático ou assintomático1. Em um aspecto global, a sífilis continua sendo um problema de saúde significativo; o número de novas infecções é estimado em 11 milhões por ano; no mundo todo, estima-se que haja 1,4 milhão de casos de sífilis entre gestantes, com 500.000 desfechos gestacionais adversos anualmente. Nesse sentido, a transmissão de T. pallidum através da placenta de uma mulher sifilítica para seu feto pode ocorrer em qualquer estágio da gravidez, mas o dano fetal geralmente não ocorre até depois do quarto mês de gestação, quando a eficácia e maturidade imunológica fetal começa a se desenvolver. Esse posicionamento no tempo sugere que a patogênese da sífilis congênita, de modo semelhante à sífilis do adulto, depende da resposta imune do hospedeiro em vez de um efeito tóxico direto do T. pallidum2. O risco de infecção fetal durante sífilis materna precoce não tratada é de aproximadamente 75% a 95%, diminuindo para cerca de 35% na sífilis materna com menos de 2 anos de duração. O tratamento adequado da mulher antes da 16ª semana de gravidez previne o dano fetal, e o tratamento antes do terceiro trimestre trata adequadamente o feto infectado. A infecção materna não tratada pode resultar em uma taxa de perda fetal de até 40% (com a natimortalidade mais comum que o aborto, por causa do início tardio da patologia fetal), prematuridade, morte neonatal ou sífilis congênita não fatal. Entre os lactentes nascidos vivos, somente a sífilis congênita fulminante é clinicamente aparente ao nascimento, e esses bebês têm um prognóstico muito ruim. Nesse contexto, os testes sorológicos de rotina para sífilis no começo da gravidez são custo efetivos em praticamente todas as populações, mesmo em áreas com uma baixa prevalência pré-natal de sífilis; testes de baixa tecnologia para o próprio local de cuidados foram desenvolvidos e implantados largamente para facilitar os exames pré-natais em situações de pobreza de recursos2. Palavras-Chave: Pré-natal; Sífilis Congênita; Habilidades em Medicina.

Downloads

Publicado

2022-11-29

Como Citar

Metello, A., Schwarz, A., Lopes, J. M., Futigami, L., Santana, I., & Guenkka, V. B. (2022). HABILIDADES EM MEDICINA LABORATORIAL O PRÉ-NATAL COMO UM FATOR ATENUANTE DA SÍFILIS CONGÊNITA. Anais Da Mostra Científica Do Programa De Interação Comunitária Do Curso De Medicina, 5. Recuperado de https://periodicos.univag.com.br/index.php/picmed/article/view/2099