ABORDAGEM CIRÚRGICA DE APENDICECTOMIA EM GESTANTES

Autores

  • Aron Dantas Borges Ribeiro
  • Geovanna Saijo Cebalhoda Silva
  • Isabela de Assis Palú
  • João Victor Manarelli Barbosa
  • Mariana Borges Gomes

Resumo

Introdução: Este documento apresenta um breve resumo acerca do projeto a ser apresentado, direcionando o objetivo e esclarecendo a sua importância. Objetivo: Discutir as melhores evidências sobre o manejo da apendicectomia em gestantes. Método: Resumo simples. Descrição: A apendicite aguda é o problema cirúrgico geral mais comum encontrado durante a gravidez e seu diagnóstico é dificultado devido à alta prevalência de desconforto do sistema gastrointestinal, alterações anatômicas relacionadas ao útero aumentado e à leucocitose fisiológica da gravidez. A sua clínica clássica apresenta-se como dor inicialmente periumbilical e, posteriormente, migrada para o quadrante inferior direito, associada a anorexia, náuseas e vômitos com febre e leucocitose se desenvolvendo mais tarde. Em contrapartida, muitos pacientes apresentam diferentes manifestações, como pirose, irregularidade intestinal, flatulência, mal-estar ou diarreia. O diagnóstico clínico deve ser suspenso em gestantes com achados clínicos clássicos, no entanto, os exames de imagem são recomendados quando houver dúvida diagnóstica a partir da clínica da paciente. O tratamento da apendicite aguda em grávida e não grávidas é a apendicectomia, além disso o manejo com antibióticos também é importante dentro do procedimento, com cobertura para Gram-negativos e Gram-positivos e cobertura para anaeróbios. Após o diagnóstico, a apendicectomia aberta ou a laparoscopia são consideradas alternativas consistentes. Embora nenhum estudo randomizado foi realizado para sugerir que uma técnica é melhor, a escolha do procedimento é pautada no estado clínico e preferências do paciente, idade gestacional e experiência do cirurgião. O prognóstico a longo prazo para gestantes que realizaram apendicectomia durante a gravidez é geralmente bom e, em geral, a apendicectomia realizada durante a gravidez não parece impactar negativamente na criança. O atraso em realizar o processo de apendicectomia pode gerar algumas complicações, como a perfuração do apêndice, que, em geral, acontece com mais frequência no terceiro trimestre da gestação devido à grande mudança nas dimensões anatômicas da mulher. O manejo da perfuração do apêndice depende da natureza da perfuração, podendo ser livre ou fistulado. A perfuração livre pode causar disseminação intraperitoneal de pus e fezes, podendo causar sepse e aumentando o risco de trabalho de parto prematuro e perda fetal, sendo a laparotomia de urgência necessária para apendicectomia com irrigação e drenagem da cavidade peritoneal. Portanto, é necessário uma discussão e análise de dados mais aprofundada em relação ao assunto, que corrobora para o esclarecimento de qual é o manejo mais adequado para gestantes com apendicite aguda. Considerações Finais: É de extrema relevância levantar e abordar o manejo da apendicectomia em gestantes, portanto, o projeto em questão visa levantar dados e abordar as melhores evidências sobre o tema. Palavras-chave: Apendicectomia; Gestantes e manejo cirúrgico.

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Publicado

2022-11-29

Como Citar

Ribeiro, A. D. B., Silva, G. S. C., Palú, I. de A., Barbosa, J. V. M., & Gomes, M. B. (2022). ABORDAGEM CIRÚRGICA DE APENDICECTOMIA EM GESTANTES. Anais Da Mostra Científica Do Programa De Interação Comunitária Do Curso De Medicina, 5. Recuperado de https://periodicos.univag.com.br/index.php/picmed/article/view/2119