PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS DE SÍFILIS EM GESTANTE NO MATO GROSSO ENTRE 2015-2020

Autores

  • Luís Fernando Bozeli Filho
  • Ayla Catarina Scalco
  • Caio Leonardo dos Santos Saggin
  • Henrique Geller
  • Ilmar Silva e Sousa Filho
  • João Gabriel de Perboyre Bonilha
  • João Vitor de Figueiredo Costa Maluf
  • Mariana Torres

Resumo

Introdução: Sífilis é uma doença infectocontagiosa de caráter sistêmico, causada por uma bactéria gram-negativa, chamada Treponema pallidum. A transmissão ocorre através do contato sexual de mucosa ou pele lesionada com lesões sifilíticas, por hemotransfusão e por via vertical transplacentária. A sífilis congênita ocorre pela disseminação do agente etiológico pela corrente sanguínea, transmitida pela gestante para o feto. A infecção pode acontecer em qualquer fase da gestação, e as consequências da sífilis materna sem tratamento adequado incluem prematuridade, natimortalidade e abortamento. As formas clínicas da sífilis congênita dividem-se em manifestações precoces e tardias, na forma precoce, os sinais e sintomas surgem até os dois anos de vida, já a manifestação tardia ocorre depois dos 2 anos. A sorologia não-Treponêmica (VDRL e RPR) é utilizada para o diagnóstico e seguimento terapêutico, e pode permanecer reagente por longo tempo, mesmo após a cura da doença, apresentando queda progressiva nas titulações, até sua negativação. A sorologia treponêmica (FTA-Abs, TPHA, ELISA) são testes úteis na exclusão de resultados de VDRL falsos-positivos, podem permanecer reagentes durante toda a vida, mesmo após a cura da infecção, contraindicando seu uso para acompanhamento. Objetivo: Realizar o perfil epidemiológico dos casos confirmados e notificados de sífilis em gestante, através no Sistema de Informações de Agravos e Notificações, referentes ao estado do Mato Grosso, no período de 2015 a 2020. Metodologia: Descreve-se a um estudo epidemiológico descritivo, utilizando os dados secundários do DATASUS, em relação a incidência de sífilis na gestação no estado de Mato Grosso, com recorte temporal de janeiro de 2015 a dezembro de 2020. Discussão/Resultados: No período de 2015 a 2020 foram notificados 3903 novos casos em Mato Grosso, dos quais 1542 (39,5%) correspondem a sífilis primária. A maior incidência ocorreu no ano de 2019, com a detecção 915 casos, correspondendo a 274,7% em relação ao ano de 2015. O ápice da incidência ocorre entre a faixa etária de 20 a 39 anos, com detecção de 2816 casos. Em relação aos dados referentes a escolaridade, 2097 (53,7%) casos são referentes a gestantes que não possuem ensino médio completo. Considerações Finais: Conclui-se, portanto, que a sífilis em gestante tornou-se um problema desafiador na saúde pública do estado de Mato Grosso, o que evidencia a ineficiência das estratégias estaduais para o rastreamento precoce da doença durante o pré-natal. Ademais, há necessidade de intervenções voltadas para a prevenção da sífilis, abordando aulas de educação sexual nas escolas, ressaltando a importância do uso de preservativos para evitar tanto gravidez quanto infecções sexualmente transmissíveis. Assim, a equipe de saúde da família possui papel fundamental na realização da busca ativa das gestantes faltosas nas consultas de pré-natal. Palavras-chave: Sífilis; incidência; Epidemiologia.

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Publicado

2022-11-29

Como Citar

Bozeli Filho, L. F., Scalco, A. C., Saggin, C. L. dos S., Geller, H., Sousa Filho, I. S. e, Bonilha, J. G. de P., … Torres, M. (2022). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS DE SÍFILIS EM GESTANTE NO MATO GROSSO ENTRE 2015-2020. Anais Da Mostra Científica Do Programa De Interação Comunitária Do Curso De Medicina, 5. Recuperado de https://periodicos.univag.com.br/index.php/picmed/article/view/2158