MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS EM INDÍGENAS DE MATO GROSSO, BRASIL, DE 2010 A 2016
DOI:
https://doi.org/10.18312/connectionline.v0i19.1193Palavras-chave:
Registro de óbitos, Causas Externas, População IndígenaResumo
Em todo o mundo, causas externas (violência e acidentes) é um dos principais contribuintes para mortes, doenças e incapacidades (OMS, 2014). Sendo definida como evento não intencional, evitável, que resulta em lesões físicas, emocionais e adoecimento. Em Mato Grosso registrou-se um aumento de números de óbitos por causas externas. Descrever a mortalidade por causas externas em indígenas de Mato Grosso, Brasil, de 2010 a 2016. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, dos óbitos por causas externas em indígenas residentes em Mato Grosso, no período de 01 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2016, utilizou dados secundários provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos Sistemas de Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (DwWeb/SES-MT). Foram notificados 143 declarações de Óbitos. Houve predomínio no sexo masculino (81,8 %). A média de óbitos por causas externas em indígenas é de 35 (47,26/100.000) ano. Por grupo de causas, acidentes de transporte chegam a ser 55, (38,46%) dos ocorridos, lesão autoprovocada 22, (15,38). A faixa etária com maior ocorrência óbitos está entre 20 a 39 anos. Considerando a importância da reflexão nas necessidades da população indígena, cabe o poder publico assumir ações de prevenção que envolva a conscientização sobre os impactos, emocionais, físicos e sociais dos indivíduos e seus grupos. O debate sobre adoecimento e óbitos por causas externas e suas consequências para o Sistema Único de Saúde, exigindo do Estado à implementação de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de saúde da população indígena.
Palavras-chave: Registro de óbitos; Causas Externas; População Indígena.
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