A LINGUAGEM COMO RESISTÊNCIA NO FAZER POÉTICO DE LUCINDA PERSONA

Autores

  • Marta Helena Cocco

DOI:

https://doi.org/10.18312/connectionline.v0i1.160

Resumo

Este estudo investiga, por meio de pesquisa bibliográfica, a concepção de arte engendrada pelo eu lírico em poemas metalingüísticos de Lucinda Persona, publicados nos livros Ser cotidiano e Sopa Escaldante, e aproxima-a dos pressupostos teóricos elaborados por Gilles Deleuze e Félix Guatarri a respeito da arte e, por Alfredo Bosi, acerca das tendências poéticas contemporâneas. Para os primeiros, a arte luta com o caos para fazer surgir nela uma visão que o ilumina. Para Bosi, a poesia é um discurso que resiste, apesar do meio hostil. Analisada sob essas concepções, a linguagem, nos poemas, torna-se partidária de um ato de resistência, pois não se presta a comunicar algo, a repetir o que já foi dito. O eu lírico dos textos de Lucinda prefere não ouvir os ruídos do mundo a ter de reproduzi-los, numa atitude de resistência que se dá, em vez do protesto e do grito, pelo recolhimento e na solidão.

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Publicado

14-05-2014

Como Citar

Cocco, M. H. (2014). A LINGUAGEM COMO RESISTÊNCIA NO FAZER POÉTICO DE LUCINDA PERSONA. CONNECTION LINE - REVISTA ELETRÔNICA DO UNIVAG, (1). https://doi.org/10.18312/connectionline.v0i1.160

Edição

Seção

Artigos