A HOSPITALIZAÇÃO POR DENGUE CLÁSSICA ENTRE CRIANÇAS NO BRASIL: OS FATORES QUE INTENSIFICARAM SUA OCORRÊNCIA NOS ÚLTIMOS 9 ANOS

Autores

  • Ana Carolyne Souza Guimarães
  • Giorgia Novelli D. Kaczam
  • Giovanna Novelli D. Kaczam
  • João Vitor de Medeiros Lech
  • Letícia Cristina Ribeiro
  • Priscila Zocal Buss
  • Hugo Dias Hoffmann-Santos
  • Thaís Caroline Dallabona Dombroski

DOI:

https://doi.org/10.18312/connectionline.v35i35.3430

Palavras-chave:

Dengue, Hospitalização, Criança Hospitalizada

Resumo

Introdução: A dengue, arbovirose causada pelo vírus Flavivirus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, pode variar de formas assintomáticas a graves. A gravidade depende de fatores individuais e da variabilidade dos sorotipos do vírus. Globalmente, a doença afeta cerca de 40% da população, crianças, menores de 10 anos, apresentam maior risco de hospitalização, com comorbidades e predisposições genéticas influenciando a gravidade. No Brasil, observa-se maior prevalência de hospitalizações em meninas e crianças de 10 a 14 anos. O estudo analisará os fatores associados à hospitalização por dengue clássica em crianças no Brasil entre 2015 e 2024, utilizando dados do DATASUS para identificar fatores de risco, sintomas prevalentes e a influência dos casos autóctones nas hospitalizações. Pacientes e métodos: Estudo epidemiológico, observacional e transversal utilizando dados do SINAN-DATASUS sobre casos confirmados de dengue clássica no Brasil entre 2015 e 2024, envolvendo crianças de 0 a 14 anos. Utilização do teste qui-quadrado de Pearson, com significância de 0,05, e a odds ratio (OR) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Este estudo analisou 60.160 casos de hospitalização por dengue entre 2015 e 2024, com uma média de idade de 7,3 anos e prevalência no sexo masculino. Observou-se variação nas hospitalizações, com aumento significativo no ano de 2024. Os sintomas mais comuns foram febre, mialgia e cefaleia, e o sorotipo Denv-1 foi o mais prevalente. Pacientes diagnosticados clinicamente apresentaram 46% menos chances de hospitalização em comparação aos diagnosticados por exames laboratoriais. Os hospitalizados apresentaram 19 vezes mais risco de óbito. Casos não autóctones tiveram 73% mais chances de hospitalização. Conclusão: Este estudo enfatiza a importância de focar na faixa etária pediátrica, especialmente crianças de 6 a 10 anos, do sexo masculino, que são mais afetadas pelas hospitalizações por dengue. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir hospitalizações. A identificação laboratorial hoje é crucial para o diagnóstico, destacando a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde. Os sorotipos DENV-1 e DENV-3 são os mais significativos, especialmente em áreas com alta mobilidade de pessoas. Assim, é fundamental implementar medidas de prevenção e controle eficientes, além de um manejo clínico adequado, para minimizar complicações e promover a recuperação das crianças.

 

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Publicado

15-07-2026

Como Citar

Ana Carolyne Souza Guimarães, Giorgia Novelli D. Kaczam, Giovanna Novelli D. Kaczam, João Vitor de Medeiros Lech, Letícia Cristina Ribeiro, Priscila Zocal Buss, … Thaís Caroline Dallabona Dombroski. (2026). A HOSPITALIZAÇÃO POR DENGUE CLÁSSICA ENTRE CRIANÇAS NO BRASIL: OS FATORES QUE INTENSIFICARAM SUA OCORRÊNCIA NOS ÚLTIMOS 9 ANOS. CONNECTION LINE - REVISTA ELETRÔNICA DO UNIVAG, 35(35). https://doi.org/10.18312/connectionline.v35i35.3430

Edição

Seção

Artigos