ANÁLISE DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS EM PACIENTES COM HANSENÍASE EM TRATAMENTO NO CENTRO DE ESPECIALIDADES EM SAÚDE DE VÁRZEA GRANDE – MT
DOI:
https://doi.org/10.18312/connectionline.v35i35.3437Palavras-chave:
Hanseníase, Polifarmácia, Interação MedicamentosaResumo
A hanseníase, devido ao seu tratamento prolongado com poliquimioterapia (PQT), expõe os pacientes a um risco elevado de interações medicamentosas, especialmente em cenários de polifarmácia. Este trabalho teve como objetivo analisar as potenciais interações medicamentosas entre a PQT e os medicamentos concomitantes utilizados por pacientes em tratamento no Centro de Especialidades em Saúde (CES) de Várzea Grande, Mato Grosso. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado com uma amostra de 25 pacientes diagnosticados com hanseníase. Os dados foram coletados por meio de um questionário adaptado e as interações medicamentosas foram identificadas e classificadas (gravidade e mecanismo) utilizando as bases de dados Medscape e Drugs.com. Os resultados revelaram um cenário de polifarmácia, com destaque para o uso concomitante de anti- hipertensivos (52%), analgésicos/anti-inflamatórios (48%) e psicofármacos (32%), além do uso expressivo de fitoterápicos (40%). A análise demonstrou que 80% dos pacientes apresentaram ao menos uma interação medicamentosa potencial, totalizando 46 ocorrências. Destas, 73,9% foram classificadas como moderadas e 15,2% como graves, sendo as interações farmacocinéticas as mais prevalentes. Conclui-se que o risco de interações medicamentosas é significativo nesta população, comprometendo a segurança e a eficácia do tratamento. A identificação dessas interações medicamentosas reforça a necessidade de implementação de ações de Farmacovigilância e da atuação do farmacêutico no monitoramento da terapia, culminando na elaboração de uma cartilha de orientação para profissionais de saúde, visando aprimorar o manejo clínico e a adesão ao tratamento.
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