A RUA, A PRAÇA, O LABIRINTO

Autores

  • Giovana Diniz Giosa Lippi Mestranda no Programa de Pós Graduação de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil
  • Igor Guatelli Professor Doutor, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18312/verncula.v1i2.2325

Palavras-chave:

Arquitetura, Arte, Coletividade, Labirinto

Resumo

E se, ao pensar em infraestruturas urbanas, deixássemos de restringir seu entendimento mais direto às obras de grande porte - viadutos, aeroportos e ferrovias – e pensássemos em outros entrelaçamentos necessários à qualidade de vida urbana? Seriam também, espaços infra estruturais, aqueles que provocam coletividades e possibilitam a invenção cotidiana? A partir de cruzamentos entre o projeto do Sesc Pompeia, da arquiteta Lina Bo Bardi, e da instalação artística Leviathan realizada por Anish Kapoor no Grand Palais de Paris, pretende-se discutir como esses projetos possibilitam novas, e inesperadas, formas de explorar e interagir com o espaço, agindo assim, como elementos infra estruturais. Constantemente em atualização, Sesc Pompeia e Grand Palais, cada um em seu contexto histórico, são espaços com a capacidade de absorver exterioridades e reinventar-se, como uma espécie de palimpsesto urbano. São arquiteturas que agem como suportes para contaminação externas, são receptáculos, espaços gestacionais, à espera do porvir. Espaços flexíveis, que se esquivam de logicas engessadas e dominantes, tornam-se então, capazes de responder a seu tempo e assimilar às exterioridades sem assumir uma identidade única. Obras dotadas de uma espessura simbólica, mas que estão em constante atualização, contaminadas pelo presente, mantendo rastros do passado.

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Publicado

02-11-2023

Como Citar

Lippi, G. D. G., & Guatelli, I. (2023). A RUA, A PRAÇA, O LABIRINTO. VERNÁCULA - Territórios Contemporâneos, 1(2). https://doi.org/10.18312/verncula.v1i2.2325